

Um estudo coordenado pela USP e publicado na revista Science revelou que o Brasil é o país com maior grau de miscigenação genética do mundo, com ancestralidade média estimada em 60% europeia, 27% africana e 13% nativa americana. A análise de mais de 2.700 genomas, incluindo populações urbanas e ribeirinhas, destaca a singularidade do perfil genético brasileiro e a urgência de interpretar dados genéticos com base em realidades locais.
Nesse cenário, o cardiologista precisa se capacitar para lidar com a genética aplicada às doenças cardiovasculares. A fibrilação atrial, insuficiência cardíaca, morte súbita e arritmias ventriculares potencialmente fatais são condições frequentes no consultório, e o conhecimento genético permite reconhecer quando, como e por onde iniciar uma investigação. Devemos sempre estar atentos ao quanto somos pouco representados em biobancos internacionais e grandes estudos clínicos.
O curso de Genética Cardiovascular da SBC surge como uma ferramenta prática para ampliar horizontes e melhorar a prática clínica, com dois módulos já disponíveis. O primeiro apresenta, de forma didática, os fundamentos essenciais que todo cardiologista deve dominar. O segundo aprofunda o uso da genética como exame complementar nas principais doenças cardiovasculares herdáveis.
Praticar genética no Brasil exige mais do que aplicar algoritmos internacionais. Exige senso crítico, compreensão da diversidade populacional e busca ativa por ferramentas adaptadas à nossa realidade. Cursos como o da SBC não apenas capacitam o médico, mas também representam um passo importante na construção de uma medicina cardiovascular mais precisa, inclusiva e representativa da nossa população.
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