Informações e recursos
Fontes, metodologia e limitações
O Hub reúne registros nacionais de mortalidade, estimativas epidemiológicas e projeções. As fontes e os métodos variam conforme o produto e o indicador analisado e devem ser considerados na interpretação dos resultados.
Fontes de dados
O Hub utiliza dados de mortalidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde do Brasil, e estimativas epidemiológicas do Global Burden of Disease (GBD) 2023, coordenado pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), da Universidade de Washington. Para o cálculo das taxas de mortalidade com dados do SIM, são utilizadas estimativas populacionais disponibilizadas pelo DataSUS, com dados do IBGE.
Mortalidade — SIM: metodologia e limitações
O painel apresenta informações sobre mortalidade por doenças cardiovasculares, correspondentes aos códigos I00 a I99 da CID-10, no Brasil e nas Unidades da Federação, entre 2000 e 2024. Os dados do SIM são processados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e incluem a redistribuição proporcional dos óbitos classificados com causas mal definidas. Para o cálculo das taxas, são utilizadas estimativas populacionais disponibilizadas pelo DataSUS, com dados do IBGE. Os dados de 2024 são preliminares, extraídos em junho de 2026. Os resultados dependem da cobertura e da qualidade do preenchimento das declarações de óbito; alterações na classificação das causas, na cobertura do sistema e nos métodos de redistribuição podem influenciar comparações temporais e geográficas.
Taxas de mortalidade
A taxa padronizada por idade é apresentada como referência para comparações entre Unidades da Federação e períodos, pois reduz o efeito das diferenças na estrutura etária das populações. A taxa geral, ou bruta, representa os óbitos em relação à população observada, sem ajuste pela estrutura etária. Quando uma faixa etária específica é selecionada, o painel apresenta a taxa correspondente àquela faixa.
Cardiômetro e projeções até 2030
As estimativas do Cardiômetro são elaboradas com base na série histórica de óbitos por doenças cardiovasculares do SIM e nas estimativas populacionais disponibilizadas pelo DataSUS, com dados do IBGE. A metodologia utiliza modelos estatísticos e de aprendizado de máquina para projetar a mortalidade até 2030. O total anual estimado é distribuído ao longo do ano para gerar o contador atualizado continuamente; portanto, o valor exibido não corresponde ao registro individual de óbitos em tempo real. As projeções representam cenários estimados a partir das tendências observadas e devem ser interpretadas com cautela, pois mudanças demográficas, assistenciais, epidemiológicas e de políticas públicas podem alterar as trajetórias projetadas.
Estimativas epidemiológicas — GBD 2023
O GBD é coordenado pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), da Universidade de Washington. Suas estimativas são produzidas por meio da integração e da modelagem de dados de diferentes fontes. No Hub, são apresentados os indicadores disponíveis de mortalidade, incidência, prevalência, DALYs, YLLs e YLDs, com estimativas centrais e intervalos de incerteza quando disponíveis. As estimativas dependem da disponibilidade e da qualidade das fontes utilizadas e podem ser revisadas com a incorporação de novos dados ou métodos; por isso, devem ser interpretadas considerando os respectivos intervalos de incerteza.
Diferenças entre SIM e GBD
O SIM reúne registros de óbitos ocorridos no Brasil, enquanto o GBD produz estimativas modeladas a partir de diferentes fontes. Por utilizarem métodos distintos, seus resultados podem divergir e não devem ser utilizados como se fossem equivalentes. Para os dados do SIM, o processamento e a análise são realizados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Para o GBD, a fonte das estimativas é o GBD 2023/IHME, e a organização, visualização e interpretação no Hub são realizadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.